manta azul sobre o berço.
Clara ficou ao meu lado observando nosso filho dormir.
Ela encostou a cabeça no meu ombro e perguntou:
“Você acha que tudo teria sido diferente se você tivesse chegado mais cedo naquele dia?”
Olhei para o quarto.
Para a nossa casa.
Para a vida que quase perdemos tentando agradar pessoas que não entendiam nossos limites.
“Não sei”, respondi.
Depois segurei a mão dela.
“Mas sei que cheguei no momento em que precisava chegar.”
E naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, nossa casa voltou a parecer um lar.