aproximar deles.
Ela havia descoberto algo muito diferente.
O verdadeiro valor do colar não estava apenas na pedra rara, no ouro branco ou na avaliação milionária.
Estava nas mãos que o haviam criado, nas lembranças que carregava e nas oportunidades que agora ajudaria a abrir.
Naquela noite, Elisa voltou para casa usando o velho casaco marrom e carregando a mesma bolsa de alça remendada.
Não precisava trocar nenhum dos dois.
Afinal, nada na aparência dela havia mudado desde o dia em que Marcelo a expulsara.
O que mudara era que, agora, o trabalho de sua filha tinha novamente um nome, uma história e um futuro.
E, enquanto fechava a porta da oficina, Elisa murmurou as palavras que gostaria de ter dito a Clara uma última vez:
— Você conseguiu, minha filha.
Sua luz continua chegando a outras pessoas.