Minha Sogra Exigiu Meu Cartão — Então Descobri o Que Meu Noivo Já Tinha Feito

Mas já está tudo acertado.

— Então desacerte.

Caio ergueu os olhos do celular.

— Amor…

— Não, Caio.

Chega.

Temos um bebê chegando.

Minha empresa está crescendo, mas isso não significa que eu possa arrancar dinheiro do caixa sem consequência.

Já paguei o espaço, buffet, fotografia e música.

Você disse que cuidaria da decoração.

— Minha empresa está passando por uma fase de investimento.

— Sua empresa está passando pela mesma fase há dois anos.

O maxilar dele endureceu.

Sônia inclinou-se para a frente.

— Você fala com ele como se fosse inferior a você.

— Estou falando de fatos.

— O fato é que você tem dinheiro.

Renata fechou a pasta.

— E o fato é que ele é meu.

O ambiente mudou.

Até então, Sônia vinha mantendo o tom de uma mulher ofendida por uma noiva difícil.

Depois daquela frase, algo em seu rosto endureceu.

— Seu? — repetiu.

— Sim.

Meu dinheiro.

Minha empresa.

Minha reserva.

E estou dizendo não.

Renata levantou-se e pegou a bolsa.

— Vou para casa.

Foi quando Caio trancou a porta.

Agora, diante dos dois, Renata sentia os primeiros sinais de medo subirem pela nuca.

Sônia estendeu a mão.

— Entregue o cartão.

Renata a encarou.

— O quê?

— Seu cartão do banco.

Caio vai sacar o valor amanhã cedo.

Por um momento, ninguém falou.

Renata procurou qualquer sinal de brincadeira no rosto dela.

Não havia.

— Você está pedindo minha senha bancária.

— Estou pedindo que pare de dificultar uma coisa que será de todos nós em poucas semanas.

— Meu dinheiro não vai virar propriedade coletiva porque eu me casar.

Caio soltou um suspiro impaciente.

— Essa é exatamente a mentalidade que está destruindo tudo.

Você age como se eu fosse algum aproveitador.

Renata virou-se para ele.

— Então abre a porta.

Ele ficou imóvel.

— Abre, Caio.

— Primeiro resolve isso.

Ela caminhou em direção à saída.

Sônia entrou na frente.

— Senta.

— Não encosta em mim.

Renata tentou passar pelo lado.

Sônia segurou seu braço.

Renata puxou-o de volta.

O empurrão aconteceu tão rápido que ela não teve tempo de se equilibrar.

Suas costas atingiram a parede do corredor.

O ar deixou seus pulmões.

As duas mãos foram imediatamente para sua barriga.

Ela ficou parada, respirando curto, esperando dor.

— Você enlouqueceu? — perguntou.

Sônia parecia mais irritada do que assustada.

— Pare de fazer teatro.

Renata olhou para Caio.

Ele vira tudo.

Mesmo assim, continuava ao lado da porta.

— Sua mãe acabou de me empurrar.

— Porque você não escuta ninguém — respondeu ele.

Foi a resposta que destruiu o último pedaço da imagem que Renata ainda guardava dele.

Sônia aproximou-se novamente.

— Entrega o cartão e isso termina.

— Não.

— Pense direito.

Você está grávida.

Se esse casamento acabar, quem você acha que vai aparecer para criar o filho de outro homem? Você devia agradecer por Caio ainda querer formar uma família com você.

A crueldade foi tão direta que Renata sentiu algo dentro dela esfriar.

Ela havia passado meses com medo de ser injusta com Caio.

Tinha reduzido cobranças, perdoado dívidas, acreditado em explicações e ignorado pequenas mentiras porque não queria começar uma família desconfiando do próprio companheiro.

Agora ele estava diante de uma porta trancada enquanto a mãe exigia

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