Ela Consolou o Filho do Chefão da Máfia em Italiano — E Descobriu Que o Pai Era o Homem Mais Temido de Chicago

O cheque de 10 mil dólares tremia entre os dedos de Sophia Blake.

Ela estava acostumada a contar gorjetas, calcular as contas do mês e comemorar quando sobrava dinheiro suficiente para comprar alguma coisa que não fosse essencial.

Nunca, porém, havia segurado uma quantia daquelas enviada por um homem que mal conhecia.

Naquela manhã, tudo o que fizera fora ajudar uma criança perdida.

O encontro acontecera em um parque de Nova York, onde Sophia encontrara Luca, um garotinho de olhos assustados que chorava e chamava pela mãe em italiano.

Ela conhecia o idioma desde a infância e se ajoelhara ao lado dele, falando devagar, prometendo que não o deixaria sozinho até encontrarem seu pai.

Quando Alessandro Russo apareceu, Sophia percebeu imediatamente que ele não era um pai comum.

Seus seguranças se movimentavam como soldados, os transeuntes abriam caminho sem saber exatamente por quê e o homem parecia capaz de silenciar uma multidão apenas com um olhar.

Alessandro agradeceu a Sophia e levou o filho embora.

Ela acreditou que aquela seria a última vez que veria os dois.

Estava enganada.

Às seis da tarde, um carro preto esperava diante do café onde Sophia trabalhava.

Marco, o segurança que ela reconhecera do parque, entregou-lhe um desenho de Luca.

Nele, um menino e uma mulher de cabelos amarelos apareciam ao lado de uma árvore enorme.

Abaixo, em letras tortas, estava escrito: Grazie, Sophia.

Havia também um envelope elegante enviado pelo pai do menino.

Dentro dele, Sophia encontrou um bilhete manuscrito e um cheque de 10 mil dólares.

Meu filho me perguntou treze vezes se a mulher do parque estava segura.

Eu disse que sim.

Preferiria não ser um mentiroso.

Obrigado por protegê-lo quando a cidade não o fez.

Sophia sentiu um aperto no peito ao terminar de ler.

Não precisava do dinheiro para entender a gratidão daquele pai, mas também não queria que uma boa ação se transformasse em uma obrigação.

Na manhã seguinte, decidiu devolver o cheque pessoalmente.

O carro preto apareceu diante de seu prédio pouco depois das nove.

Marco não discutiu quando ela questionou a necessidade daquela escolta.

Apenas informou que Alessandro estava esperando.

A cobertura do mafioso ficava em um edifício luxuoso de Manhattan.

As janelas ofereciam uma vista impressionante da cidade, mas Sophia mal teve tempo de reparar nela.

Homens de terno ocupavam os corredores, e cada porta parecia ter alguém responsável por vigiá-la.

Alessandro a recebeu perto da janela, usando uma camisa preta com as mangas dobradas.

Sem o paletó e a postura formal, parecia cansado, como alguém que carregava responsabilidades demais havia tempo demais.

— Você voltou — disse ele.

Sophia colocou o envelope sobre a mesa.

— Vim devolver isto.

Ajudar seu filho não me dá o direito de aceitar uma quantia dessas.

Alessandro olhou para o cheque, mas não o pegou.

— Você sempre recusa presentes?

— Quando parecem uma tentativa de comprar alguma coisa, sim.

Um dos seguranças ergueu discretamente a cabeça.

Poucas pessoas falavam com Alessandro Russo daquele jeito.

Menos ainda faziam isso sem tentar agradá-lo logo depois.

— Você sabe quem eu sou? — perguntou ele.

— Sei que você é um homem rico, cercado por seguranças, que está acostumado a ser obedecido.

Isso já seria suficiente para me deixar desconfortável.

— Não foi exatamente o que perguntei.

Sophia sustentou o

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